A vida às vezes é engraçada, em alguns momentos parece que nada mais faz sentido, que todas as pessoas são ruins (até que se prove o contrário) e que, qualquer pessoa que queira se aproximar, é com a intenção de tirar o nosso melhor e depois simplesmente ir embora, deixando apenas o vazio e o sofrimento..
E quando esses momentos se repetem mais vezes do que gostaríamos de admitir,
acabamos criando um muro, um mecanismo de autodefesa e autopreservação
impenetrável!
Este muro é tão forte, que por mais que tenhamos criado para nos
sentirmos seguras, ele acaba nos afastando de tudo, até mesmo do que é bom e de
todos os bons sentimentos que poderíamos desfrutar, se não fosse o medo de se
machucar.
E aí, quase como uma tentativa do destino para nos fazer voltar a
acreditar que tem pessoas boas e dispostas a provar que nem todos são ruins (até
que se prove o contrário), aparece alguém…
Em um contexto muito improvável de
ser a pessoa que vai mudar nossa visão e abrir uma fenda em nosso muro…
E é
neste exato contexto, que tudo muda!
E meio sem sentir, quase sem perceber, não
mais do que de repente, uma fenda se abre!
E você se vê entre aquele sentimento
estranho de vazio no estômago querendo aproveitar e se deixar permitir e uma
sensação quase que imediatamente inversa de não deixar ninguém chegar perto o
bastante para ter a oportunidade de te magoar.
E por mais que os sentidos de
autodefesa e autopreservação sejam fortes e dominantes, tem aquele sentimento já
a muito tempo adormecido que começa a despertar, e você se pega perguntando… E
se….
E como diria o filme “Cartas para Julieta”: “‘E’ e ‘se’ são palavras que,
por si, não apresentam nenhuma ameaça. Mas, se colocadas juntas, lado a lado,
elas têm o poder de nos assombrar a vida toda. E se… E se… E se…”
E por mais que
a vida nos dê provações que nos fazem criar uma casca, ela também nos ensina que
a vida só vale a pena quando nos permitimos sentir, sem medo de mais a frente
sermos assombradas pelo “E se..”
E que ela só nos coloca em situações difíceis
para que possamos aprender a nos proteger e saber oferecer nosso melhor e nosso
lado mais doce e puro para aqueles que se provem merecedores e nos provem, a
cada dia, que estão ali para ficar e retribuir tudo de bom que possamos
oferecer.
E então você decide aceitar o desafio do destino e permitir que a
fenda se abra…
E você, mais uma vez, se permite deixar ser vista, deixar ser
realmente vista e se permitir dividir com outro alguém a sua visão de mundo… uma
visão toda sua de mundo, com todas suas qualidades e defeitos… e quantos
defeitos…
Se permite mostrar o seu melhor, e também o seu pior…
Ser simplesmente
e completamente você!
Sem pisar em ovos ou ter que pensar muito no que falar por
medo do que o outro possa vir a pensar…
E se pega, mais uma vez torcendo para
desta vez não estar errada e que desta vez valha a pena ter deixado a fenda se
abrir!
E simplesmente você percebe que tem “a sua pessoa”!
Vivian Leão.
Vivian Leão.
